Se você já trocou de carro, conhece bem aquela sensação de chegar à loja com uma expectativa em relação à avaliação do veículo e acabar saindo dela não tão satisfeito com o resultado, não é mesmo? Isso é bastante comum, já que, além da vontade de trocar por um modelo mais novo, todo dono de carro tem apego ao seu companheiro de tantas histórias e estradas rodadas. E a gente sabe que tudo o que vocês passaram juntos não tem preço, mas, na avaliação de carro, tem um custo.

Dados mostram que a maior parte dos negócios não fechados em lojas de carros usados e seminovos é devido a avaliação do veículo. Aqui, antes de seguirmos, vale ressaltar, que a empresa ao comprar o carro precisa revisá-lo, lavar, higienizar, dar garantia do veículo e correr o risco do veículo ficar meses no pátio e, mês a mês, perdendo valor de mercado. Portanto, não se trata de pegar um veículo e no dia seguinte revende-lo. Devido a esse motivo, o valor que uma revenda irá pagar no seu carro, dificilmente será o mesmo de uma venda particular. Existem riscos envolvidos para as revendas nesse tipo de transação. E isso, junto aos fatores a seguir resulta no valor da avaliação de um automóvel.

Se você quer saber quais são os fatores que influenciam nessa precificação, acompanhe o post especial que preparamos sobre avaliação de carro.

#1 Quilometragem 

Quanto mais quilômetros rodados, mais lembranças para recordar e histórias pra contar. E essa relação chegaria ao “felizes para sempre” se não fosse a sua vontade de trocar de carro. Acontece que, proporcionalmente inverso ao valor que você dá aos inúmeros momentos que passaram juntos está a quilometragem do veículo. Ou seja, quanto mais rodado, menor vai ser a valorização do seu carro na hora de avaliá-lo para uma compra ou troca.

Portanto, antes de criar expectativas em relação à avaliação de carro, é bom dar uma checada na quilometragem do seu companheiro de quatro rodas e ficar ciente de que, se ela for alta, ele vai sofrer uma leve desvalorização. Em geral, carros acima dos 100 mil quilômetros rodados perdem muito do seu valor de mercado. Claro, é preciso verificar o ano do veículo também. Em geral, carros que rodam até 12 mil quilômetros por ano são considerados pouco rodados.

#2 Oferta e demanda do carro

Você tinha o sonho de ter um carro específico, pouco comum, mas que atendia a todas as suas necessidades. Eis que surgiu a oportunidade que estava esperando e, deu certo: o negócio foi fechado. Desde então, tudo ocorreu perfeitamente, até que chegou a hora em que você quis trocar de carro e teve a grande surpresa: ele não valia tanto quanto o esperado.

Se você já passou por essa situação, saiba que não está sozinho. O carro é um dos maiores sonhos de consumo dos brasileiros, e muita gente investe em modelos, levando em conta apenas o desejo e a satisfação de tê-lo na garagem de casa. A questão é que, na hora de passá-lo para frente, existem alguns fatores que são analisados na avaliação de carro além da tabela FIPE, como a dificuldade de saída do modelo e o tempo que ele tende a ficar no estoque da loja. Portanto, se você tornou real aquele sonho de criança de ter algum modelo de carro incomum, esteja preparado quando chegar a hora da avaliação de carro.

#3 Conservação do veículo 

Você, com certeza, já deve ter ouvido aquele ditado que diz que um carro é um verdadeiro filho, certo? E essa não é uma afirmação absurda quando estamos falando na conservação do veículo. Se você seguiu as orientações do fabricante e está com todas as revisões em dia, feitas em concessionárias autorizadas, saiba que pode ter uma grata surpresa na hora de trocar de carro. Isso porque os investimentos durante o tempo que ele passou com você vão ser retribuídos com a valorização na hora da avaliação de carro. Portanto, se você está pensando em passar o seu para frente, ainda é tempo de correr atrás daquelas revisões que ficaram pendentes!

A lógica é a seguinte: ao chegar na loja, os veículos geralmente passam por um ‘banho de loja’. Quanto maior o número de reparos que ele precisar, maiores serão os descontos no valor da avaliação em função disso.

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#4 Ano do carro

Ele pode ter recebido todos os cuidados do mundo, ter visitado lava rápidos semanalmente e estar em perfeito estado de conservação – e é claro que isso conta pontos. Mas mesmo que você tente retardar os sinais de que o tempo passa, o seu carro vai ser avaliado, também, de acordo com o seu ano de fabricação.

E aqui vale a lógica de que, quanto mais velho ele for, mais difícil de ser financiado por futuros proprietários e maiores as chances de precisar de garantia. Portanto, esteja preparado quando o momento da avaliação de carro chegar: quanto mais antigo, menos ele vai ser valorizado. Carros abaixo de 2008 costumam sofrer mais com esse cenário.

#5 Alterações no veículo 

carro rebaixado - avaliação de veículo

É claro que a função do carro é nos servir, mas se a ideia for trocá-lo mais para frente, é preciso considerar algumas questões antes de fazer alterações no veículo. Dentre essas modificações podemos destacar a blindagem, que é mais incomum, e o rebaixamento da suspensão – essa, muito vista em todos os modelos de carros.

Nesses dois exemplos, temos motivadores diferentes para as alterações feitas no veículo. A primeira diz respeito à segurança, e pode ser justificada principalmente nas grandes cidades e quando o proprietário exerce uma atividade que o torna alvo da criminalidade. Mesmo assim, é sabido que os blindados, por ter baixa procura de mercado, acabam não sendo tão valorizados na avaliação de carro. Já o rebaixamento, feito por questões estéticas, é outra alteração que pode implicar na desvalorização dos veículos. Isso porque ele representa um risco maior para a estrutura, e modelos que são rebaixados têm várias ressalvas na hora de fazer um seguro. Sem falar, que ambos os modelos tem menos procura, ou seja, aqui também vale a regra número 2.

#6 Marca do carro

 Outro fator que influencia na avaliação de carro é a marca: assim como qualquer produto no mercado, o veículo tende a ser mais bem avaliado quando ela tem uma aceitação maior no mercado. Além disso, outros pontos referentes à marca do veículo também influenciam nessa questão, como os valores de manutenção praticados pela montadora e a disponibilidade de peças, por exemplo.

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#7 Carros de leilão

Os carros de leilão representam uma oportunidade para muitas pessoas, afinal, em qual outra situação legal os modelos chegam a custar até 30% a menos do preço de mercado? E realmente é possível fazer um bom negócio em leilões, principalmente quando o objetivo é o uso próprio do veículo. Contudo, da mesma forma que foi mais barato para o consumidor, ele também o será para as concessionárias que vão fazer a avaliação de carro. Portanto, se você está com ideia de trocar o seu veículo adquirido em um leilão, é importante considerar essa questão, ok?

#8 Carros que passaram por acidente

Todo carro que roda está sujeito a passar por acidentes de trânsito, dos mais leves até os mais graves. Nesses primeiros casos, pode acontecer de apenas a estrutura externa do veículo ser comprometida, e é possível consertá-la com técnicas como o martelinho de ouro e a funilaria, ou até mesmo trocando algumas peças da lataria.

Agora, quando os acidentes são graves, e acabam prejudicando toda a estrutura, juntamente com o motor e outros componentes, não importa o que se faça: na avaliação de carro, ele será desvalorizado, porque as chances de apresentar um problema decorrente da batida são altas.

Portanto, se você quer vender o seu carro que passou por uma batida grave, fique ciente de que ele não valerá tanto quanto espera. E se está procurando o modelo ideal para a compra, desconfie de valores praticados muito abaixo do mercado: isso pode ser um indicativo de que o veículo foi batido anteriormente.

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 #9 Tabela FIPE

Muita gente chega na revenda para fazer a avaliação de carro com uma certeza: quer 100% da FIPE no seu veículo. Aqui vale uma ressalva. A tabela FIPE é um indicador de média nacional, cada região tem sua média de preço. Portanto, em algumas regiões, na troca de carros, os lojistas pagam acima da FIPE, já em outras, abaixo da FIPE. Mas isso também reflete na compra do seu próximo carro. Se você está vendendo um carro acima da FIPE, provavelmente pagará mais caro pelo veículo que está comprando. Por isso, fique atento e não se iluda. A FIPE, vale ressaltar, refere-se ao valor de venda dos automóveis ao consumidor final.

Na hora de fazer avaliação de carro, a regra é uma só: busque uma concessionária idônea e que faça a análise de todos  esses pontos que levantamos, combinado? Somente assim você terá a segurança de estar fazendo um bom negócio ao vender ou trocar o seu carro por um preço justo. Até a próxima.

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